Proposta de plano de aula sobre espécies invasoras + slides

 Plano de aula Espécies Invasoras



I. Plano de Aula: Data: 21 e 22/05/2025

II. Dados de Identificação:

Professor (a): Ana Laura Balduino Tintori; Ana Júlia Eugênio

Disciplina: Emergência Climática

Período: Matutino

Turma: 2° ano do Ensino Médio 


III. Tema: 

  • Espécies Invasoras 


- Conceito fundamental: Espécies invasoras são organismos introduzidos, intencionalmente ou acidentalmente, em ambientes fora de sua área de ocorrência natural. Por não possuírem predadores ou competidores naturais nesses novos ecossistemas, podem se proliferar rapidamente, causando desequilíbrios ecológicos, perda de biodiversidade e impactos ambientais, sociais e econômicos. A emergência climática pode intensificar esses efeitos ao favorecer a adaptação e a expansão dessas espécies.


- Referência da BNCC:

(EM13CNT205): Analisar e avaliar os impactos das atividades humanas (como a introdução de espécies exóticas) sobre os ecossistemas, considerando as interações ecológicas e a emergência climática.


IV. Objetivos:

Objetivo geral: Compreender o conceito de espécies invasoras, suas principais características e os impactos ambientais, reforçando a compreensão por meio de uma atividade. 

Objetivos específicos

-Definir o que são espécies invasoras e reconhecer exemplos entre plantas e animais;

-Identificar os principais impactos causados por espécies invasoras em ecossistemas; 

-Diferenciar espécies nativas, exóticas e invasoras, compreendendo seus papéis ecológicos.


V. Conteúdo: conteúdos programados para a aula organizados em tópicos (de 4 a 8)

  • Conceito de espécies exóticas e espécies invasoras

  • Características comuns das espécies invasoras e seus impactos ambientais, sociais e econômicos

  • Exemplos de espécies invasoras no Brasil

  • Aplicação da atividade


VI. Desenvolvimento do tema


A aula terá início com a apresentação de imagens de plantas e espécies de animais invasores nos slides. Será perguntado se os estudantes conhecem estas espécies e se acham se elas são nativas do Brasil. Diante das respostas, será questionado se  já ouviram falar de espécies invasoras, e será feita uma explanação dialogada sobre este conceito, destacando que são organismos introduzidos em ambientes fora de sua distribuição natural e que, por não terem predadores naturais nesses locais, se proliferam de forma descontrolada, prejudicando o equilíbrio ecológico.

Será abordado também como as mudanças climáticas podem favorecer a propagação dessas espécies, já que o aumento da temperatura, a alteração de regimes de chuvas e os desmatamentos fragilizam ecossistemas e abrem espaço para a invasão. Serão mostradas outras  imagens de espécies invasoras já identificadas no Brasil, como o javali (Sus scrofa), o coral-sol (Tubastraea spp.), o capim-colonião (Panicum maximum), o peixe-leão (Pterois volitans) e o mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei). A partir disso, será apresentado como estas se tornam espécies-chave que trazem diversos danos para o ecossistema, como a perda de biodiversidade. Assim, serão discutidos os impactos que essas espécies causam na biodiversidade, na economia e na saúde (Odum; Barret, 2019)

Após esse momento introdutório, os alunos serão divididos em grupos de 3 ou 4 integrantes. Passaremos imagens de espécies invasoras nos slides, e determinaremos qual grupo ficará com qual. A proposta é que os estudantes realizem uma pesquisa utilizando seus celulares ou os computadores da escola (caso disponíveis), buscando informações sobre as seguintes questões:

  • Qual o nome científico e outros nomes populares de cada espécie?

  • Qual sua origem e como ela chegou ao Brasil?

  • Que tipo de impacto essa espécie causa ao ambiente?

  • Ela se relaciona de alguma forma com a emergência climática?

  • Como ela se diferencia da espécie nativa atribuída ao grupo?

Durante o processo de pesquisa, os grupos deverão anotar as informações e, com base nos dados obtidos, produzir um cartaz informativo na folha A4. O cartaz deverá conter um título criativo, desenhos das espécies (se for possível), textos explicativos claros e organizados, destacando os impactos e a comparação entre a espécie invasora e a nativa.

Na aula seguinte, cada grupo terá cerca de 3 a 5 minutos para apresentar seu cartaz aos colegas. As apresentações serão orais, e os alunos deverão explicar o que aprenderam sobre as espécies pesquisadas, especialmente no que diz respeito aos impactos ambientais e à relação com a crise climática. Os demais colegas poderão fazer perguntas ou comentários ao final de cada apresentação.

A aula será encerrada com uma reflexão coletiva, destacando a importância da preservação das espécies nativas, da educação ambiental e do papel de cada cidadão na prevenção da entrada e propagação de espécies invasoras. Também será retomada a conexão entre mudanças climáticas e desequilíbrios ecológicos, reforçando seu impacto sobre os biomas brasileiros.

VII. Recursos didáticos: quadro, pincel, retro-projetor, slides, acesso à internet, folha A4, canetões, cola, tesoura e canetas.

Slides utilizados: https://www.canva.com/design/DAGnbmnPq18/m4Z8sOVZKxOkTNiHuXlUkQ/edit?utm_content=DAGnbmnPq18&utm_campaign=designshare&utm_medium=link2&utm_source=sharebutton


VIII. Avaliação: 

A avaliação será formativa e somativa, considerando as atividades realizadas. Durante a atividade em grupo, a avaliação será formativa, considerando o engajamento dos alunos na pesquisa, a capacidade de organizar as informações e de relacioná-las ao conteúdo, além da comunicação e efetividade do grupo e a elaboração do cartaz. A apresentação oral também será observada, especialmente quanto à clareza, domínio do tema e participação.

Ao final da aula, a avaliação somativa será realizada por meio da discussão final. Serão considerados critérios como participação, coerência das respostas, compreensão dos conceitos estudados e a capacidade de reflexão crítica diante das questões ambientais e climáticas abordadas.

XIX. Bibliografia


DUKES, Jeffrey S.; MOONEY, Harold A. Does global change increase the success of biological invaders? Trends in Ecology & Evolution, Oxford, v. 14, n. 4, p. 135–139, 1999. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0169534798015547. Acesso em: 20 maio 2025. DOI: https://doi.org/10.1016/S0169-5347(98)01554-7.


ODUM, Eugene P.; BARRET, Gary W. Fundamentos de Ecologia – Tradução da 5ª edição norte-americana – Estudos de casos nacionais na internet. Porto Alegre: +A Educação - Cengage Learning Brasil, 2019. E-book. p.324. ISBN 9788522126125. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522126125/. Acesso em: 20 mai. 2025.


FERREIRA, Celso Eduardo Leite et al. Invasion of the Indo-Pacific lionfish Pterois volitans along the Brazilian coast: distribution, impacts and management. Marine Pollution Bulletin, v. 106, n. 1-2, p. 43–48, 2016. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.marpolbul.2016.03.034. Acesso em: 20 maio 2025.


BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Informe sobre as espécies exóticas invasoras marinhas no Brasil. Coordenação de Rubens M. Lopes; Lidio Coradin; Vivian Beck Pombo; Daniela Rimoldi Cunha. Brasília: MMA/SBF, 2009. 440 p. (Série Biodiversidade, 33). ISBN 978-85-7738-120-3. Disponível em: https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net/32864802/Especies_exoticas_MMA-libre.pdf?1391005719=&response-content-disposition=inline%3B+filename%3DMarinhas_no_Brasil.pdf&Expires=1747771324&Signature=OtxN2Io-xEuxix6pvAeXGM4Z3NUMi4w3kb4leAtBtF-j2Ww4EWp8Nisakn4Ssjdws~64q6Kkhx8UVFxh85kDd7m1d2FQNbsso4b6CCR69C2g47dqvf4ZyjHg2BMgBLXI6Ub~NRqg2cGCJXabdO~8stUueyZOKAgZGx-HpfJAYwGCMgeM1oI8iiOWp7qdRK--1RIiKi2oSTueaF7Swm2ykTmrbbKRxofh5eF3uf3r3iEqENBroRwU3ndrWuAz~Ncui6X9axfslpJPdZaqJbvv6ixUSRqcRX3g-70ahxJxOcbCMfJFBt4cUUs722GUuxpuE8QZRfwi05P8rkoZbp81Zw__&Key-Pair-Id=APKAJLOHF5GGSLRBV4ZA. Acesso em: 20 mai. 2025

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